Ceti-Saúde e IPTSP/UFG promovem encontro com pós-graduação do Hospital Israelita Einstein para fortalecer cooperação científica
Iniciativa reforça o diálogo entre instituições de referência para parcerias estratégicas
Texto: Marina Sousa e Maria Eduarda Silva
Fotos: Maria Eduarda Silva
O Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação em Saúde (Ceti-Saúde UFG) promoveu, em outubro de 2025, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical e Saúde Pública (PPGMTSP) do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (IPTSP/UFG), um encontro com representantes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde em Pesquisa do Hospital Israelita Einstein, de Goiânia. A iniciativa teve como objetivo a troca de experiências sobre os principais projetos em desenvolvimento nas instituições, com vistas ao estabelecimento de futuras conexões e colaborações científicas.
O encontro contou com breves apresentações institucionais. O panorama do IPTSP, incluindo sua trajetória histórica e estrutura, foi apresentado pela diretora do IPTSP, Flávia Aparecida de Oliveira. Já a contextualização do Hospital Israelita Einstein ficou a cargo do diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da instituição, o médico imunologista Luiz Vicente Rizzo, que destacou a relevância do trabalho colaborativo e da diversidade na produção científica.
Perspectivas de cooperação científica
A apresentação do Ceti-Saúde UFG foi conduzida por Cristiana Toscano, coordenadora do Centro. Ela explicou que o Ceti-Saúde é resultado de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), com foco em pesquisa translacional voltada ao fortalecimento e à qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os objetivos do Centro estão o monitoramento e a avaliação de novas tecnologias em saúde, por meio da estruturação de plataformas de estudos clínicos, de avaliações econômicas e de análises estratégicas de tecnologias prioritárias para o SUS.
“Nós temos uma ação permanente de qualificação de profissionais, que promove o intercâmbio, a conexão e a formação de redes nacionais e internacionais”, destacou Cristiana Toscano.
A coordenadora também apresentou projetos desenvolvidos em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), como a aplicação de ferramentas de inteligência artificial para revisão sistemática em Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), em colaboração com a Fiocruz, além do desenvolvimento de um aplicativo para identificação de fake news sobre vacinas e a criação de um chatbot com respostas baseadas em evidências científicas.
Ana Paula Junqueira-Kipnis, coordenadora do Núcleo de Laboratórios de Pesquisa do Ceti-Saúde, ressaltou a importância do Laboratório NB3, localizado no Centro Multiusuário de Pesquisa de Bioinsumos e Tecnologias em Saúde (CMBiotecs/IPTSP). Este laboratório é o primeiro no Centro-oeste a operar em nível avançado de biossegurança em uma universidade pública, destinado à pesquisa com microrganismos de alto risco biológico e considerado estratégico para o avanço de estudos em saúde pública.
Rizzo, que também faz parte do comitê científico consultivo do Ceti-Saúde, destacou a robustez da infraestrutura de pesquisa experimental e clínica do Hospital Israelita Einstein, que conduz estudos multicêntricos com dezenas de milhares de participantes na América Latina e no Vietnã. O diretor ressaltou que, além do destaque científico, a instituição colabora com o Sistema Único de Saúde, reforçando o seu compromisso social.
“O hospital, hoje, é uma instituição que promove a saúde pública muito mais do que a privada. Por ano, o Einstein realiza cerca de 29 mil cirurgias privadas e 54 mil cirurgias públicas, além de aproximadamente 3 mil partos privados e 32 mil partos públicos”, afirmou.
Entre os programas desenvolvidos pelo hospital, foi apresentado o “Cientistas do Amanhã”, iniciativa voltada a estudantes do último ano do ensino fundamental, que promove uma imersão científica de quatro meses, com atividades que envolvem pensamento crítico, aulas, visitas a laboratórios e debates sobre ciência.
Além de Luiz Vicente Rizzo, o Hospital Israelita Einstein foi representado por Luciano Cesar Pontes de Azevedo, coordenador da pós-graduação stricto sensu da instituição; Ricardo Weinlich, pesquisador científico do Instituto de Ensino e Pesquisa; Kenneth John Gollob, líder do Laboratório de Imuno-oncologia Translacional e diretor do Center for Research in Immuno-oncology (CRIO); e Helder Takashi Imoto Nakaya, pesquisador sênior do hospital e professor da Universidade de São Paulo (USP).
Na sequência, a coordenadora do PPGMTSP, Mara Rúbia Celes apresentou as potencialidades do programa, que possui conceito 6 da Capes e que está prestes a completar 50 anos de sua criação. Durante esse período, o programa tem contribuído significativamente para a formação de mestres e doutores. Em seguida, os professores do programa apresentaram suas linhas de pesquisa e projetos em andamento. Após uma rodada de perguntas e esclarecimentos, as apresentações foram concluídas com as contribuições dos professores do Programa de Pós-Graduação do Instituto: Simone Fonseca, que abordou pesquisas sobre correlatos de proteção em doenças infecciosas e pós-vacinação, e Helioswilton Sales de Campos, que apresentou estudos sobre os receptores da família TREM e suas implicações na regulação da resposta inflamatória e imune, incluindo doenças que afetam populações vulneráveis, como infecções por rotavírus.
No período da tarde, a professora do Instituto e do PPGMTSP, Ludmila de Matos Baltazar, doutora em microbiologia, falou sobre sua área de pesquisa, que abrange micologia médica. A programação incluiu ainda uma visita à Unidade de Pesquisa Clínica do Hospital das Clínicas/Ebserh da UFG, acompanhada por Marcelo Fouad Rabahi, coordenador do Núcleo de Ensaios Clínicos do Ceti-Saúde e coordenador do curso de Medicina da UFG.
Fonte: Assessoria de Comunicação Ceti-Saúde
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