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Núcleo de Modelagem do Ceti-Saúde UFG articula parcerias na USP

Em 15/01/26 11:19. Atualizada em 15/01/26 11:22.

Encontro na Escola de Saúde Pública da USP abordou o uso de dados de vetores hematófagos e o papel da modelagem no enfrentamento de doenças emergentes

Texto: Marina Sousa

O coordenador do Núcleo de Modelagem do Ceti-Saúde UFG, José Alexandre Diniz-Filho, e o professor Thiago Rangel, integrante do centro, realizaram, em dezembro de 2025, uma visita à Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). O encontro teve como objetivo a troca de experiências e a prospecção de parcerias institucionais na área de vigilância e modelagem de doenças.

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 Da esquerda pra a direita:Thiago Rangel (Ceti-Saúde/ ICB/UFG), Servio Pontes Ribeiro (UFOP), José Alexandre (Ceti-Saúde/ ICB/UFG), Gabriel Nakamura (UFMG), Mauro Marrelli (USP, Escola de Saúde Pública) e Raquel Carvalho (USP, IB)


Segundo José Alexandre Diniz-Filho, a visita buscou estabelecer estratégias para a construção, curadoria e uso de bases de dados sobre insetos hematófagos (vetores que se alimentam de sangue de outros animais, incluindo seres humanos), além de definir prioridades para a modelagem de doenças zoonóticas emergentes, como zika, chikungunya e febre amarela. Muitas dessas doenças são transmitidas por vetores como mosquitos e carrapatos, que atuam como elo entre reservatórios animais e a população humana.

O professor destaca que a modelagem pode ser orientada por diferentes recortes, como o tipo de patógeno, biomas específicos ou zonas com maior potencial de transbordamento. Fatores como o desmatamento e a perda de biodiversidade, que aumentam o contato entre humanos e animais silvestres, além das mudanças climáticas, são responsáveis por alterar a distribuição geográfica dos vetores, contribuindo para o crescimento dessas doenças. Trata-se de um desafio relevante para a saúde pública, uma vez que essas enfermidades podem causar surtos e epidemias e, em muitos casos, ainda não contam com vacinas ou tratamentos específicos. Nesse contexto, o desenvolvimento de métodos de modelagem torna-se fundamental para o planejamento e a tomada de decisão em saúde.

Diniz-Filho ressalta ainda que a iniciativa está alinhada à sua atuação no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Ecologia, Evolução e Conservação da Biodiversidade (INCT EECBio), que teve seu ciclo renovado por meio da chamada pública do CNPq, em setembro de 2025.

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Professor José Alexandre também realizou uma apresentou sobre o Ceti-Saúde UFG para os colegas
na Escola de Saúde Pública da USP


“A integração com o grupo de doenças emergentes, coordenado pelo professor Sérvio Pontes Ribeiro, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), no âmbito do INCT EECBio, é fundamental para discutirmos prioridades de pesquisa e fortalecer parcerias e sinergias entre os diferentes projetos. Esse diálogo é especialmente estratégico para o Núcleo de Modelagem do Ceti-Saúde, onde desenvolvemos uma série de estudos voltados a doenças emergentes e infecciosas, com o objetivo de apoiar a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás em análises, projeções e predições, incluindo a identificação de novos padrões de surtos e outros aspectos epidemiológicos relevantes. A articulação entre o INCT e o Ceti-Saúde será decisiva para qualificar nossas linhas de pesquisa e ampliar a capacidade de intervenção nessa área”, afirma Felizola-Diniz.

Também participaram da agenda os pesquisadores Gabriel Nakamura, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Raquel Carvalho, da Universidade de São Paulo (USP), que também integram o subprojeto “Perda de Biodiversidade e Riscos de Emergência de Doenças Zoonóticas, coordenado por Sérvio Pontes Ribeiro”, vinculado ao INCT EECBio.

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Professor Thiago Rangel (Ceti-Saúde UFG) discute os modelos de previsão de surtos de dengue com o professor Sérvio Pontes Ribeiro, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)




Fonte: Assessoria de Comunicação Ceti-Saúde

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