JOSÉ ALEXANDRE

Pesquisador do Ceti-Saúde está entre os cientistas mais influentes do mundo

In 14/10/26 12:40 . Aggiornato alle 14/10/26 13:45 .

José Alexandre Diniz Filho é o 47º brasileiro na lista de impacto na carreira do levantamento Stanford/Elsevier, que inclui 12 professores da UFG em 2026

Texto: Mário Manzi

O professor José Alexandre Diniz Filho, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Goiás (UFG), está mais uma vez entre os cientistas mais citados do mundo. Ele coordena o eixo de Modelagem e Estatística do Centro de Excelência em Tecnologia e Inovação em Saúde (Ceti-Saúde) e integra o Comitê Gestor do centro. O resultado, divulgado no dia 07 de outubro, está na edição 2026 do levantamento das “Bases de dados de autores de todas as áreas da ciência com indicadores padronizados de citação” (Science-wide author databases of standardized citation indicators), publicado no repositório de dados da editora Elsevier.

Na lista de impacto ao longo da carreira, Diniz Filho:

  • é o 47º entre os 1.304 brasileiros listados;
  • ocupa a 546ª posição em Ecologia, entre 82.882 autores, o que o coloca no 0,7% do topo da subárea;
  • soma 18.252 citações e índice h = 61, sem contar autocitações. Isso significa que 61 de seus artigos foram citados ao menos 61 vezes cada, por outros pesquisadores.

Na lista que considera apenas as citações recebidas em 2025, ele é o 115º do Brasil.

A UFG tem 12 professores na edição 2026, de áreas como ecologia, geografia, odontologia, química, física, nutrição e medicina tropical. Diniz Filho é o único da universidade bem colocado nas duas listas ao mesmo tempo: entre os 50 primeiros do país na de carreira e entre os 120 primeiros na de 2025.

Para Diniz Filho, o levantamento consolida o reconhecimento da ciência brasileira e destaca o papel das universidades públicas, sobretudo no atual cenário. "É sempre interessante receber e divulgar esse tipo de reconhecimento aos pesquisadores a partir da sua produção científica. Nesse momento atual, pelo qual estamos passando no Brasil e no mundo, é muito relevante mostrar o papel da universidade pública no desenvolvimento científico e tecnológico do país, para além do ensino básico e da formação de profissionais em todas as áreas”, afirma.

JOSÉ ALEXANDREFoto: José Alexandre Diniz Filho/Arquivo pessoal.

Ciência para decisões no SUS

No Ceti-Saúde, a experiência de Diniz Filho com modelos matemáticos e computacionais está a serviço da gestão pública. O eixo de Modelagem funciona como um centro de inteligência estratégica, por meio de análises de dados, criação de modelos de previsão e monitoramento de doenças.

Entre os estudos já entregues estão:

  • uma análise da dinâmica da dengue em Goiânia entre 2012 e 2025, que relaciona os surtos às chuvas e aos sorotipos do vírus em circulação;
  • um estudo para ampliar a rede de soroterapia antiveneno em Goiás, com 86 polos.

O grupo também ofereceu o curso “Princípios de Modelagem em Epidemiologia”, para profissionais da Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (Suvisa/SES-GO), com o objetivo de apoiar gestores com análises de dados e simulações para ações em tempo real durante surtos e epidemias.

Quem faz o levantamento

O levantamento é conhecido como "ranking de Stanford", mas é uma base de dados produzida por uma equipe de três instituições:

  • John P. A. Ioannidis, professor de Medicina e de Epidemiologia e Saúde da População da Universidade Stanford (EUA) e codiretor do Meta-Research Innovation Center at Stanford (Metrics), centro dedicado a estudar a qualidade da pesquisa científica;
  • Jeroen Baas, da Elsevier;
  • Kevin Boyack, da consultoria SciTech Strategies.

A primeira versão saiu em 2019 na revista científica PLOS Biology. Desde então, a base é atualizada todo ano com dados da Scopus, a base de publicações científicas da Elsevier.

Entenda a classificação

Os pesquisadores são ordenados por um indicador composto, que combina:

  • o total de citações;
  • o índice h;
  • o peso da autoria, contando os artigos em que o pesquisador é autor único, primeiro ou último.

Entram na lista os 100 mil cientistas com maior pontuação no mundo ou os 2% do topo em cada uma das 174 subáreas do conhecimento. Daí o apelido de lista dos "2% mais influentes".

São duas classificações:

  • Carreira: soma toda a trajetória do pesquisador e reúne cerca de 244 mil nomes.
  • Ano: considera só as citações recebidas em 2025.

A edição 2026 usa dados extraídos em agosto de 2026.

Fonte: Assessoria de Comunicação Ceti-Saúde UFG

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